Família
História de comportamento-problema, dinâmica familiar, práticas parentais: o círculo mais próximo em torno de um jovem.
O inquérito aos jovens do CTC transforma em dados aquilo que uma comunidade suspeita sobre os seus jovens. É anónimo, testado psicometricamente em vários dos países que o utilizam, e é a base de uma prevenção que chega a todas as crianças, seja qual for a sua idade.

Nenhum aluno pode ser identificado. Os resultados existem apenas para um ano de escolaridade ou para uma área, nunca para uma pessoa ou uma turma.
Testado cientificamente (Reder et al. 2024 para a versão alemã) e testado de novo sempre que é adaptado.
O questionário é um instrumento científico e não é publicado: itens que são públicos perdem o seu valor como medida.
O inquérito analisa os lugares onde os fatores de risco e de proteção surgem tipicamente para as crianças e os jovens.
História de comportamento-problema, dinâmica familiar, práticas parentais: o círculo mais próximo em torno de um jovem.
Envolvimento com a escola, insucesso escolar, comportamento antissocial precoce e persistente na escola.
Pertença a um grupo, valores pessoais, disposição para assumir riscos: o mundo interior dos jovens.
Disponibilidade de substâncias, estruturas do bairro, vínculo à comunidade: o espaço social mais amplo.
O é o instrumento que transforma as intuições de uma comunidade sobre os seus jovens em dados. É um questionário estandardizado e anónimo, preenchido por alunos, geralmente entre os onze e os dezassete anos, que mede os fatores de risco e de proteção descritos na página da abordagem tal como efetivamente ocorrem num determinado local. Os alunos que respondem são o instrumento de medição da comunidade; a prevenção que se segue destina-se a todas as crianças e jovens dessa comunidade, a começar pelos mais novos.
O inquérito foi desenvolvido em paralelo com o próprio CTC, na University of Washington, e tem sido adaptado e traduzido onde quer que a abordagem seja usada, e testado psicometricamente em vários países, entre eles a Alemanha, a Croácia, a Estónia e, a nível de projeto-piloto, a Grécia. As suas perguntas não são arbitrárias: cada item remonta a décadas de investigação internacional sobre que circunstâncias moldam o bem-estar e o comportamento na adolescência. As adaptações nacionais ajustam a formulação, eliminam itens que não se aplicam, e testam de novo a fiabilidade, mas a estrutura subjacente mantém-se comparável, o que tornou possível a comparação transnacional realizada pela CTC European Network.
Pense-se nos como obstáculos no caminho de um jovem: aumentam a probabilidade de dificuldades de saúde ou sociais. Os são os corrimãos: fortalecem os jovens e ajudam-nos a lidar com o que vier. O inquérito analisa ambos, em quatro contextos.
Pares e indivíduo. Como são as relações com os pares? Que atitudes têm os próprios jovens? Um item como Gosto de ver até onde consigo ir capta uma tendência para testar limites, que nalguns contextos é um fator de risco. O que pensas de alguém da tua idade consumir drogas? capta o grau de aceitação do consumo de álcool e drogas dentro de um grupo de pares.
Família. Que apoio dá a família, e como é gerido o conflito? Esta secção pergunta explicitamente tanto pelos pontos fortes como pelos problemas. Os meus pais pedem a minha opinião quando é preciso decidir algo que me diz respeito mede se um jovem se sente incluído e valorizado, um fator de proteção. Dás-te bem com a tua mãe ou com o teu pai? visa a qualidade da relação. Os itens sobre comportamento-problema na família, como saber se alguém alguma vez consumiu drogas pesadas, são necessários para detetar o risco, e são sempre colocados de forma anónima e analisados apenas de forma agregada.
Escola. Até que ponto os jovens se sentem bem na escola? Sentem-se pressionados ou bem-sucedidos? Custa-me ir à escola aponta para um fraco envolvimento com a escola.
Comunidade e bairro. Até que ponto a área é sentida como segura e acolhedora? Se quisesses, quão difícil ou fácil seria arranjar drogas onde vives? mede a disponibilidade percebida, um dos fatores de risco mais claros ao nível da comunidade.
Um item de exemplo por contexto mostra como soa uma pergunta e o que ela diz à comunidade. A versão alemã contém 28 escalas, 15 fatores de risco e 13 de proteção, compostas por 138 itens; as adaptações nacionais variam na extensão.
Como são as relações com os pares? Que atitudes têm os próprios jovens?
Gosto de ver até onde consigo ir.
Ajuda a perceber se existe uma tendência para testar limites, que nalguns contextos é um fator de risco.
O que pensas de alguém da tua idade consumir drogas?
Capta o grau de aceitação do consumo de álcool ou drogas dentro de um grupo de pares.
Que apoio dá a família? Como é gerido o conflito? Esta parte trata explicitamente também dos pontos fortes e dos lados positivos da vida familiar.
Os meus pais pedem a minha opinião quando é preciso decidir algo que me diz respeito.
Capta se os jovens se sentem incluídos e valorizados, um fator de proteção central.
Dás-te bem com a tua mãe ou com o teu pai?
Visa a qualidade das relações e está formulado pela positiva. As perguntas sobre comportamento-problema na família também são necessárias, para ver os riscos; sempre anónimas, sempre agregadas.
Até que ponto os jovens se sentem bem na escola? Sentem pressão, ou sucesso?
Custa-me ir à escola.
Pode apontar para dificuldades no ambiente escolar: pertença, motivação, pressão para ter bons resultados.
Até que ponto o bairro é sentido como seguro e acolhedor?
Se quisesses, quão difícil ou fácil seria arranjar drogas onde vives?
Uma disponibilidade percebida elevada pode ser, por si só, um risco.
Os resultados nunca são apresentados por aluno nem por turma. A comunidade recebe um perfil: que fatores de risco estão elevados e que fatores de proteção estão fracos, comparados, sempre que possível, com uma referência regional ou nacional. As escolas participantes recebem, habitualmente, o seu próprio relatório agregado. É a partir desse perfil que a coligação do CTC escolhe os dois a cinco fatores em que vai trabalhar, e são essas prioridades, e não uma sensação genérica de que algo deve ser feito, que determinam depois os programas selecionados. O inquérito é o centro da terceira fase do processo, e é repetido pelo menos de dois em dois anos depois de o plano de ação estar em curso.
Uma escala de exemplo por contexto: é assim que uma comunidade ou uma escola vê os seus valores ao lado de um valor de referência no relatório do CTC. As linhas de referência são médias reais do estado federado da Baixa Saxónia em 2021/22; as barras do local de exemplo são ilustrativas, não são os dados de nenhum lugar real. O item de exemplo ao lado de cada gráfico mostra apenas como soa uma pergunta dessa escala; o relatório não contém itens isolados, apenas valores de escala agregados.
Até que ponto é pró-social o círculo mais próximo dos jovens? Amizades que partilham, medeiam ou se envolvem são um fator de proteção robusto.
Quantos dos teus quatro melhores amigos tentaram, nos últimos doze meses, resolver uma discussão entre outras pessoas?
A barra mostra a escala IP4 (agregada a partir de 5 itens): a proporção de jovens com um círculo de amigos marcadamente pró-social. Média da Baixa Saxónia 41% (Soellner et al. 2023); o local de exemplo está acima, com 48%.
Quão estreito é o vínculo à família? Um valor elevado é um fator de proteção forte, o terreno sobre o qual muitas outras medidas se constroem.
Dás-te bem com a tua mãe ou com o teu pai?
A barra mostra a escala FP1 (agregada a partir de 6 itens): a proporção de jovens com uma vinculação familiar estreita. Média da Baixa Saxónia 49% (Soellner et al. 2023); o local de exemplo está ligeiramente acima, com 55%.
Quão forte é o vínculo à escola, e como muda entre o 7.º e o 10.º ano? A tendência ao longo dos anos mostra onde definir prioridades.
Gosto mesmo de ir à escola.
As barras mostram a escala SR2 (agregada a partir de 7 itens, respostas invertidas): a proporção de jovens com fraco envolvimento com a escola, por ano de escolaridade. Média da Baixa Saxónia 44% (Soellner et al. 2023, linha tracejada).
Até que ponto os jovens consideram o seu bairro seguro e bem cuidado? A degradação visível e a criminalidade percebida são um fator de risco clássico para o comportamento-problema.
Onde vivo há muita criminalidade, como assaltos e arrombamentos.
A barra mostra a escala CR2 (agregada a partir de 5 itens): a proporção de jovens que sentem o seu bairro como socialmente desorganizado. Média da Baixa Saxónia 48% (Soellner et al. 2023); o local de exemplo está ligeiramente acima, com 52%.
O inquérito dirige-se a alunos a partir dos onze ou doze anos, porque é a partir dessa idade que os fatores de risco e de proteção podem ser medidos com fiabilidade. Um jovem de onze ou doze anos já consegue descrever a sua família, a sua escola, os seus amigos e o seu , e os comportamentos que a prevenção pretende evitar, do primeiro consumo de álcool à violência e ao abandono escolar, começam a manifestar-se. As respostas não são um veredicto sobre esses alunos. São uma descrição das condições em que todas as crianças da comunidade estão a crescer.
Essas condições começam muito antes dessa idade. Uma vinculação familiar fraca, práticas parentais inconsistentes, uma falta precoce de envolvimento com a escola e a disponibilidade de substâncias no bairro ganham forma nos primeiros anos de vida e no ensino primário. Um perfil comunitário que os mostra elevados aponta, por isso, o plano de ação para toda a faixa etária, e não apenas para os anos de escolaridade que preencheram o questionário: programas para pais de bebés e crianças pequenas, creches, jardins de infância e escolas primárias, anos de transição, trabalho com jovens e o bairro em geral. O objetivo do CTC é que todas as crianças da comunidade, seja qual for a sua idade, sejam abrangidas pela prevenção que decorre dos dados, e que o inquérito seguinte, dois ou três anos depois, meça se resultou.
O inquérito é anónimo por conceção. Não é recolhido nenhum nome, data de nascimento ou identificador que permita individualizar um aluno em particular, e as respostas são armazenadas e analisadas apenas ao nível de um ano escolar ou de uma área. A participação é voluntária a dois níveis: os pais ou encarregados de educação são informados e podem recusar o consentimento, e cada aluno pode recusar ou interromper a resposta em qualquer momento. Cada aplicação do inquérito é previamente acordada com a autoridade educativa responsável, e o tratamento de dados está concebido para cumprir o RGPD; os detalhes variam de país para país e são documentados pela organização que ali aplica o inquérito.
O próprio questionário é um instrumento protegido. É disponibilizado às comunidades que conduzem um processo CTC em conjunto com a organização que detém a versão adaptada no seu país; não é publicado, porque um inquérito cujos itens são públicos perde o seu valor como instrumento de medição.
A versão alemã foi validada na Universidade de Hildesheim e funciona online através do Landespräventionsrat Niedersachsen, com relatórios automáticos, por comunidade e por escola, comparados com uma amostra representativa à escala do estado federado. Os Países Baixos adaptaram o inquérito logo em 1999; a Croácia usou pela primeira vez uma versão traduzida na Ístria em 2004 e publicou o seu questionário adaptado em 2010; o Chipre aplicou uma versão em língua grega no distrito de Nicósia em 2007. A Suécia construiu a sua versão no projeto CTC European Network, que depois as comparou todas além-fronteiras. A Estónia, a Grécia e Portugal adaptaram o inquérito em 2022 e testaram-no em 2022–2023; a versão estónia foi testada com 265 alunos em Hiiumaa e Märjamaa e é aplicada nas três comunidades-piloto estónias desde o outono de 2025, e a versão portuguesa, construída no Iscte, em Lisboa, foi testada com 1218 alunos nos Açores. A Croácia está a construir uma versão digital do seu questionário no projeto DIGIPREV (2025–2029, com o condado de Varaždin e a CARNET), que inclui um inquérito longitudinal num condado e uma interface digital para os decisores locais. O primeiro inquérito da Irlanda, em Newbridge, no condado de Kildare, foi preparado com o Trinity College Dublin e apresentou os seus primeiros resultados na conferência da EUSPR em Dublin, em setembro de 2026. O piloto abrangeu quatro escolas do ensino pós-primário e mais de 1600 alunos entre os 12 e os 18 anos e usou o questionário norte-americano de 2014 com pequenas adaptações culturais; ainda não foi publicada uma validação irlandesa.
Se a sua comunidade está a considerar um primeiro inquérito, o diretório de países mostra com quem falar, e as perguntas frequentes abordam as taxas de resposta, os prazos e o que acontece aos dados.
Não. A participação é voluntária a dois níveis. Os pais ou encarregados de educação são informados com antecedência e podem recusar o consentimento; consoante o país, este é um sistema de adesão (opt-in) ou de recusa (opt-out). E cada aluno pode recusar-se a participar no dia, saltar qualquer pergunta, ou interromper a resposta em qualquer momento, sem dar qualquer razão e sem qualquer consequência. Pede-se aos professores que deixem isto claro antes de o inquérito começar.
Sim. Não é recolhido nenhum nome, data de nascimento, morada ou qualquer outro identificador. Na versão online alemã, por exemplo, cada aluno recebe um código de acesso de utilização única, que não está associado a nenhuma lista de nomes. As respostas são armazenadas apenas por escola e por ano de escolaridade, e os resultados só são apresentados para grupos suficientemente grandes para que nenhum indivíduo possa ser reconhecido, nunca para uma turma de quinze alunos. Nem a escola, nem os pais, nem a comunidade veem um questionário individual.
Não podem, porque não há nada para usar. Os resultados existem apenas como estatísticas de grupo: a proporção de alunos de um ano de escolaridade que relata uma determinada experiência. Chegam à coligação CTC da comunidade e, de forma agregada, às escolas participantes, para orientar o apoio que é oferecido. Esse apoio não é dirigido especificamente aos anos de escolaridade que responderam: o perfil descreve as condições em que todas as crianças da comunidade crescem, e as medidas que se seguem chegam a todas as idades, dos programas para pais de crianças pequenas ao trabalho com jovens. Nenhuma autoridade recebe dados individuais, porque estes não existem. Onde a lei do país o exija, o desenho do inquérito é aprovado pela autoridade educativa e revisto em matéria de proteção de dados antes de ser aplicado.
Porque estão entre os preditores mais fortes dos problemas que a comunidade está a tentar prevenir, e um inquérito que os deixasse de fora produziria um perfil sem a informação mais importante. As perguntas são colocadas de forma neutra, a par de igual número de perguntas sobre pontos fortes: se os alunos se sentem valorizados em casa, se têm adultos com quem podem falar, e se têm oportunidades de contribuir na escola. São respondidas de forma anónima e analisadas apenas de forma agregada, pelo que uma única resposta nunca pode ser associada a uma criança ou a uma família.
Os pais podem consultá-lo. As escolas disponibilizam o questionário completo para consulta antes do inquérito, e muitas realizam uma sessão de esclarecimento. Não é publicado na internet porque um instrumento de medição cujos itens circulam livremente deixa de medir de forma fiável: os alunos que discutiram as perguntas antecipadamente respondem de forma diferente, e os resultados de diferentes anos e locais deixam de ser comparáveis. O instrumento original norte-americano é público, mas as adaptações nacionais, como a versão alemã, estão licenciadas, e as condições das suas licenças assim o exigem.
O registo norte-americano de programas testados para crianças e jovens, gerido pelo Institute of Behavioral Science da University of Colorado Boulder. Certifica em três níveis. Promising (promissor) exige um ensaio controlado e aleatorizado ou duas avaliações quase-experimentais, com um efeito positivo consistente e sem evidência de dano. Model acrescenta um segundo ensaio de alta qualidade e pelo menos um seguimento aos doze meses ou mais após o final da intervenção. Model Plus acrescenta uma réplica realizada por investigadores fora da equipa que desenvolveu o programa. Estes são os padrões de evidência que a revisão do CTC European Network aplicou ao avaliar programas europeus para o Xchange.
Um desenho observacional: um grupo é acompanhado ao longo do tempo e só depois distinguido consoante recebeu ou não o programa; ninguém é designado. Uma coorte prospetiva inicia a observação no presente e prossegue para o futuro; uma retrospetiva percorre um conjunto de acontecimentos já terminado. Como os grupos podem diferir desde o início, o risco de fatores de confusão ocultos mantém-se mais elevado do que num ensaio aleatorizado.
O órgão de trabalho de um processo CTC: profissionais que gerem escolas, centros de juventude, serviços de apoio à família e associações, juntamente com residentes e, idealmente, os próprios jovens. O conselho lê o perfil comunitário, define prioridades e escolhe os programas. Distingue-se do grupo de líderes-chave, que fornece o mandato e os recursos. Chamado Gebietsteam na Alemanha e community board nos EUA.
A tradição do serviço social que visa capacitar residentes e instituições locais para identificarem e agirem sobre as suas próprias necessidades, em vez de lhes serem prestados serviços de fora. Os autores do CTC situam explicitamente a abordagem nesta tradição: a comunidade recolhe os seus próprios dados, define as suas próprias prioridades e é dona do seu próprio plano. Conhecida como Gemeinwesenarbeit nos países de língua alemã.
O ensaio controlado e aleatorizado que estabeleceu a evidência do CTC. Iniciado em 2003, emparelhou 24 pequenas localidades em sete estados dos EUA e designou aleatoriamente uma de cada par para o CTC, acompanhando mais de 4400 jovens desde os dez anos até à idade adulta. Os jovens das localidades CTC começaram a consumir substâncias mais tarde, mostraram menos delinquência e violência, e as diferenças mantiveram-se até aos 21 anos.
O grau de certeza de uma afirmação sobre um efeito, não a dimensão que esse efeito acaba por ter. O GRADE descreve isto como a confiança numa estimativa de efeito e classifica-a pela probabilidade de investigação futura vir a alterar essa confiança. A Grüne Liste Prävention avalia a força probatória separadamente do desenho do estudo e fá-la depender da dimensão dos grupos, do número de estudos e da existência de resultados provenientes do espaço de língua alemã.
O grupo que não recebe o programa e que, por isso, mostra como os participantes provavelmente teriam evoluído sem ele. Essa referência nunca pode ser observada, só estimada; o efeito é a diferença entre o que aconteceu e o que teria acontecido sem a medida. Sem um grupo de comparação, fica em aberto se uma mudança se deve ao programa ou à maturação, a experiências anteriores e a influências concorrentes.
Quatro níveis em vez da divisão entre eficaz e ineficaz: um programa é primeiro apenas descrito, depois fundamentado teoricamente, depois sustentado por primeiras indicações da prática e, por fim, por evidência causal. Quanto mais baixo o nível, com mais liberdade se pode escolher o desenho de avaliação; para uma afirmação causal só entram em consideração desenhos que a permitam. O esquema de avaliação da Grüne Liste Prävention segue este modelo.
Uma medida de quão grande é uma diferença, independentemente da dimensão da amostra. A habitual em prevenção é o d de Cohen: a diferença entre as médias, dividida pela dispersão. Ao contrário de um valor-p, um tamanho do efeito diz algo sobre a extensão de um efeito e torna os estudos comparáveis entre si; por isso, a Grüne Liste Prävention exige-o em estudos com grupo de controlo.
Uma medição repetida, feita depois de o programa ter terminado. Mostra se um efeito perdura ou se só era visível enquanto a medida decorria. Os padrões da Society for Prevention Research pedem pelo menos uma medição a longo prazo, a uma distância razoável do fim da intervenção, e consideram seis meses o mínimo razoável; a Grüne Liste Prävention usa o mesmo intervalo e espera que pelo menos um efeito positivo persista até lá.
O registo em linha de programas de prevenção com eficácia testada, mantido pelo Conselho de Prevenção da Criminalidade da Baixa Saxónia (Landespräventionsrat Niedersachsen), com os fatores de risco e de proteção que cada programa aborda. As comunidades CTC alemãs escolhem programas testados a partir dele na quarta fase. O registo existe apenas em alemão.
As pessoas de uma comunidade que controlam orçamentos, moldam políticas e podem comprometer a sua organização: o presidente da câmara ou o chefe da administração local, o chefe da polícia, o responsável pela administração escolar, e líderes da saúde, das empresas, das comunidades religiosas e dos media. Dão ao processo CTC o seu mandato e os seus recursos, recrutam o conselho comunitário e responsabilizam-no a ele e ao coordenador, e mantêm o trabalho em curso para além de um ciclo de financiamento. A divisão de tarefas é o ponto central: o conselho comunitário faz a análise, a definição de prioridades e o planeamento; os líderes-chave tornam esse trabalho possível e agem sobre o que ele recomenda.
Um programa está manualizado quando uma orientação de ação escrita fixa o que acontece, quando e com quem; só isso o torna repetível noutro lugar e sequer testável. O quão rigorosamente essa orientação é seguida faz parte do que decide o sucesso: uma revisão de quase 500 estudos encontrou efeitos pelo menos duas a três vezes maiores onde a implementação foi cuidadosa. A Grüne Liste Prävention exige, por isso, manuais disponíveis, formação e instrumentos de controlo da qualidade.
A combinação estatística dos resultados de vários estudos sobre a mesma questão numa única estimativa combinada; Gene Glass introduziu o termo em 1976 para a análise de um grande conjunto de resultados de estudos individuais. Cada estudo é ponderado, regra geral pela precisão com que mediu, e o resultado é reportado com um intervalo de confiança e com uma medida do quanto os estudos discordam entre si. Uma meta-análise não consegue corrigir os estudos que combina: onde a evidência primária é escassa, unilateral ou proveniente de um contexto diferente, o valor combinado herda tudo isso.
A unidade geográfica em que um processo CTC atua. Não é uma fronteira administrativa, mas a área cujos residentes partilham escolas, serviços e vida quotidiana, e cujos profissionais se conhecem entre si. Escolhê-la bem é importante: a área do inquérito aos jovens e a área de ação têm de coincidir, ou a coligação acaba por agir sobre um perfil que a área não reconhece como seu. Chamada Sozialraum em alemão.
Uma abordagem que trata a adolescência como um período de crescimento a apoiar, e não como um conjunto de problemas a prevenir, e que trabalha sobre a competência, a confiança, a ligação, o carácter e o contributo. Partilha com o CTC as suas raízes teóricas no Modelo de Desenvolvimento Social, e é na ênfase do CTC nos fatores de proteção que as duas abordagens se encontram.
A proporção de uma população que apresenta uma característica num dado momento ou num determinado período, por exemplo a proporção de jovens de quinze anos que consumiu álcool nos últimos trinta dias. A prevalência conta os casos que existem, pelo que depende tanto de quantos casos novos surgem como de quanto tempo cada um dura; a incidência conta apenas os casos novos num período. Uma medida que encurta um episódio reduz a prevalência sem alterar a incidência, razão pela qual os estudos de prevenção reportam as duas separadamente.
Uma classificação pelo grupo-alvo, não pelo momento da intervenção. As ofertas universais dirigem-se a toda uma população, sem que tenha sido estabelecido qualquer risco individual; as seletivas dirigem-se a subgrupos cujo risco está marcadamente acima da média; as indicadas dirigem-se a jovens individuais que mostram primeiros sinais que ainda não justificam um diagnóstico. O CTC atua de forma universal e seletiva.
Uma classificação pelo momento em que se intervém. A prevenção primária começa antes de uma perturbação surgir e reduz o número de casos novos; a prevenção secundária encurta percursos já iniciados, através da deteção precoce e do tratamento; a prevenção terciária reduz o prejuízo que uma perturbação deixa. Só programas de prevenção primária e secundária entram na Grüne Liste Prävention, porque é isso que corresponde à orientação do CTC.
Condições que reduzem a probabilidade de comportamento-problema e promovem um desenvolvimento saudável: vínculos fortes à família, à escola e à comunidade, padrões claros, oportunidades de contribuir, as competências para as aproveitar, e reconhecimento por o fazer. No Modelo de Desenvolvimento Social, são a matéria de que a vinculação é feita. Reforçar a proteção conta, no CTC, tanto como reduzir o risco.
Um desenho com grupo de comparação mas sem designação aleatória: quem recebe o programa decorre da prática. No terreno, esta é muitas vezes a única opção viável, mas exige precauções adicionais, como vários momentos de medição, controlo estatístico ou uma implementação faseada, porque os grupos do programa e de comparação podem diferir sistematicamente.
Um estudo em que os participantes são designados aleatoriamente para o programa ou para a condição de comparação. Como o acaso torna os grupos comparáveis, em média, uma diferença no final é mais facilmente atribuída ao programa do que a diferenças pré-existentes. Os padrões da Society for Prevention Research pedem, para uma afirmação de eficácia, pelo menos dois estudos metodologicamente rigorosos com resultados consistentemente positivos e pelo menos uma medição a longo prazo estatisticamente significativa.
Condições na família, na escola, no grupo de pares ou no bairro de um jovem que aumentam a probabilidade de comportamento-problema, como o consumo de substâncias, a violência, a delinquência ou o abandono escolar precoce. Muitas atuam sobre vários resultados ao mesmo tempo. O CTC mede-as localmente através do inquérito aos jovens e pede à comunidade que priorize as que estão mais elevadas.
A pergunta de Aaron Antonovsky sobre o que mantém as pessoas saudáveis, em oposição ao que as adoece. A sua ideia central, um sentido de coerência construído a partir da compreensibilidade, da capacidade de gestão e do significado, corresponde de perto aos fatores de proteção com que o CTC trabalha. O termo é amplamente usado na promoção da saúde europeia, e menos na literatura de prevenção norte-americana.
Um resultado diz-se significativo quando os dados seriam suficientemente improváveis partindo do pressuposto de que não existe diferença; o limiar habitual é de cinco por cento. A American Statistical Association nota que um valor-p não mede nem a dimensão de um efeito nem a importância de um resultado, e que conclusões científicas ou políticas não deveriam depender de este ficar abaixo de um limiar.
Um pressuposto explicitado sobre como um programa funciona: que passos conduzem da medida, através de resultados intermédios, até ao objetivo pretendido, e que condições têm de se verificar ao longo do caminho. É desenvolvido antes da implementação, em conjunto com os envolvidos, e fixa o que será depois medido. Na Grüne Liste Prävention, um estudo de teoria da mudança conta como um nível de avaliação de uma estrela: testa a cadeia de efeitos pressuposta, não o efeito face a um grupo de controlo.
A questão de saber se um programa desenvolvido noutro lugar também funciona aqui. Há uma tensão entre fidelidade e adequação: uma adoção rígida falha o grupo-alvo, uma adaptação livre pode remover exatamente os ingredientes que funcionavam, e o equilíbrio só pode ser alcançado deliberadamente e de forma documentada. A Grüne Liste Prävention classifica a transferibilidade pelo número de estudos do espaço de língua alemã, em quatro graus, de comprovada a pouco clara.
O questionário estandardizado e anónimo que uma comunidade CTC aplica a alunos, regra geral entre os onze e os dezassete anos, para medir os fatores de risco e de proteção nos seus próprios bairros. As respostas são reportadas por área ou por ano de escolaridade, nunca por indivíduo ou por turma, e o perfil que produzem é o que a terceira fase transforma numa lista reduzida de prioridades. As adaptações nacionais traduzem as escalas, eliminam itens que não se aplicam e voltam a testá-las: a versão alemã foi confirmada como largamente unidimensional e válida face à violência, à delinquência, ao consumo de substâncias e aos sintomas depressivos autorreportados.
Anonimato, consentimento, taxas de resposta
O que o inquérito mede, e porquê
Quem aplica o inquérito no seu país