A Estratégia de Desenvolvimento Social no dia a dia.
Ninguém consegue fazer tudo por uma criança, mas cada adulto com quem ela se cruza pode dar o seu contributo. A Estratégia de Desenvolvimento Social descreve o que conta: as crianças precisam de oportunidades para participar, das competências para aproveitar essas oportunidades e de reconhecimento pelo seu esforço. Esta página mostra como isso se faz no quotidiano e como uma comunidade CTC pode integrar a estratégia nas suas organizações.
As crianças adotam os valores das pessoas a quem se sentem ligadas, porque uma criança não quer pôr em risco a relação com alguém que é importante para ela. O vínculo não se impõe, mas cresce de forma fiável quando se juntam três coisas. Para que dele nasçam padrões partilhados, os adultos dizem o que é importante para eles e agem em conformidade.
1OportunidadesOcasiões para participar e contribuir+
2CompetênciasA capacidade de aproveitar bem a oportunidade+
3ReconhecimentoRetorno concreto ao esforço e ao progresso=
4VinculaçãoLigação às pessoas que oferecem tudo isto
5Padrões clarosValores que o grupo partilha e vive
Por exemploTodas as pessoas têm o mesmo valorTratar os outros com respeitoAjudar-nos uns aos outrosResolver conflitos sem violênciaDar a opinião e respeitar a dos outrosAssumir responsabilidadesA que se ligam estes valores
1Como são as oportunidades verdadeiras
A criança tem uma tarefa real, que faz diferença para os outros, e uma palavra a dizer nos assuntos que lhe dizem respeito. A tarefa corresponde à sua idade e maturidade.
Erro frequente: Dar oportunidades não significa que as crianças decidam tudo. Os adultos definem o enquadramento e, dentro dele, ouvem.
2Como se desenvolvem competências
Antes de a criança assumir uma tarefa, alguém lhe mostra como se faz, divide-a em passos e pratica com ela. A criança descobre que é capaz.
Erro frequente: Uma tarefa sem as competências para a cumprir não é uma oportunidade, é uma armadilha. Uma criança que falha porque ninguém lhe mostrou como se faz acaba por se retrair.
3Como é um bom reconhecimento
O retorno diz o que a criança fez, chega pouco depois e incide sobre o esforço, não apenas sobre o resultado. Um cumprimento, um aviso afixado na parede ou uma linha na circular aos pais também podem ser reconhecimento.
Erro frequente: Um «muito bem» genérico para todos não chega a ninguém. O reconhecimento resulta quando cada criança percebe que é dirigido a ela.
Fig. 1A receita da Estratégia de Desenvolvimento Social: três ingredientes que, juntos, criam vinculação, da qual nasce a disponibilidade para adotar padrões claros e partilhados.
Os três ingredientes não estão presos às boas intenções. Quem quer conquistar uma criança dá-lhe uma tarefa, ensina-lhe como a cumprir e reconhece-a por isso. Fazem-no os clubes desportivos e as escolas, e fá-lo também um grupo de pares em que fumar ou vapear faz parte de pertencer.
No clube desportivo
1Oportunidades: A rapariga de doze anos pode ajudar no treino dos mais novos.
2Competências: O treinador mostra-lhe como explicar um exercício.
3Reconhecimento: À frente da equipa, ele diz o que ela fez bem.
PadrõesEla adota as regras do clube: jogar limpo, chegar a horas, olhar pelos mais pequenos.
No grupo de pares
1Oportunidades: Depois das aulas, a rapariga de doze anos pode ir com os mais velhos para trás do pavilhão.
2Competências: Uma amiga mostra-lhe como usar um vape sem tossir.
3Reconhecimento: Os outros aplaudem porque ela alinha. Agora faz parte.
PadrõesEla adota as regras do grupo: vapear é normal e os adultos não precisam de saber.
O que conta, portanto, é quem fornece os ingredientes. Quanto mais adultos numa comunidade oferecerem de forma deliberada oportunidades, competências e reconhecimento, mais grupos com padrões saudáveis a criança terá a que se ligar.
Exemplos de valores partilhados.
Os nove valores aqui apresentados são exemplos, não uma lista fechada. Alguns deles não são negociáveis: a dignidade, a igualdade e a proteção contra a discriminação aplicam-se a todas as crianças por força da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, ratificada por todos os países da Europa, e contam-se entre os valores em que se funda a União Europeia (artigo 2.º do Tratado da União Europeia e Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia). Que outros valores uma comunidade ou uma organização coloca no centro é uma decisão que lhe cabe. As escolas e os serviços de juventude já têm a missão de transmitir valores: a Convenção fixa os objetivos da educação no artigo 29.º, e o Quadro de Referência das Competências para a Cultura Democrática do Conselho da Europa (RFCDC, na sigla inglesa) descreve os valores, as atitudes e as capacidades em que assenta a educação para a democracia.
Todas as pessoas têm o mesmo valorCDC, art. 2.ºTUE, art. 2.º
Ninguém fica de foraCDC, art. 2.ºTUE, art. 2.º
Tratar os outros com respeitoCDC, art. 29.ºRFCDC:respeito
Ajudar-nos uns aos outrosCDC, art. 29.ºRFCDC: civismo
Resolver conflitos sem violênciaCDC, art. 29.ºRFCDC:resolução de conflitos
Dar a opinião e respeitar a dos outrosCDC, art. 12.ºCDC, art. 13.º
Combinar regras comuns e cumpri-lasCDC, art. 29.ºRFCDC:valorização da democracia
As referências são pontos de ligação, não citações: nenhum artigo pede literalmente às crianças que «se ajudem umas às outras», mas cada um descreve o objetivo a que o valor serve.
Onde se situa a estratégia.
Os ordenam as intervenções pelo risco do grupo a que se dirigem. A Estratégia de Desenvolvimento Social situa-se por baixo deles: é promoção do desenvolvimento para todas as crianças, qualquer que seja o seu nível de risco.
Prevenção indicada
Para pessoas que já mostram os primeiros sinais de problemas.
Prevenção seletiva
Para grupos com risco acrescido.
Prevenção universal
Para toda uma faixa etária ou toda uma escola.
Promoção do desenvolvimento
Reforça o bem-estar e o desenvolvimento de todas as crianças no dia a dia, sem estar ligada a um risco. Em saúde pública, este campo chama-se promoção da saúde. É aqui que se situa a Estratégia de Desenvolvimento Social.
Fig. 2Níveis de prevenção segundo o risco do grupo a que se dirigem e, por baixo, a promoção do desenvolvimento para todas as crianças.
A estratégia não é, portanto, um programa que substitua um programa testado e eficaz de um registo de evidência. Os programas visam os fatores de risco prioritários de uma comunidade; a estratégia garante que também o quotidiano entre os programas reforça os vínculos. O plano de ação contém ambos, lado a lado.
Aplicar
Os ingredientes no dia a dia.
A estratégia não precisa de uma nova resposta. Começa com o que já acontece: ao almoço, nos trabalhos de casa, na leitura em voz alta. Escolha uma situação e veja onde entram os três ingredientes.
Comer em conjunto
Creche, jardim de infância e ATL
1Oportunidades
As crianças põem a mesa à vez, servem-se sozinhas e uma vez por semana ajudam a escolher a ementa.
2Competências
Uma educadora mostra-lhes como levar uma travessa em segurança e como calcular uma porção, e pratica com as que chegaram há pouco antes de o fazerem sozinhas.
3Reconhecimento
Depois da refeição, ela diz o que reparou: «Hoje lembraste-te de todos, até da Mila, que chegou atrasada.»
Nem tudo o que parece participação é participação. A escada de participação de Roger Hart distingue oito degraus. Nos três primeiros, as crianças só participam no nome; a participação real começa no quarto. Escolha um degrau para ver o que significa e como seria o degrau seguinte.
8Degrau 8: Iniciativa infantil, decisões partilhadas com adultosAs crianças tomam a iniciativa e chamam deliberadamente os adultosDecisão partilhada
As crianças e os jovens lançam um projeto e chamam deliberadamente os adultos para aproveitar a sua experiência e influência. As decisões são tomadas em conjunto.
Exemplo
Jovens querem um campo de futebol no seu bairro, convidam a junta de freguesia e negoceiam com ela a localização e as regras.
As crianças não têm de estar sempre no topo da escada. O próprio Hart sublinha que o que conta é a possibilidade de escolha: uma atividade deve permitir a cada criança o degrau mais alto que lhe convém naquele momento.
7Degrau 7: Iniciativa e direção das criançasAs crianças têm a ideia e concretizam-na elas mesmasDecisão partilhada
As crianças e os jovens têm a ideia e concretizam-na eles mesmos. Os adultos apoiam sem definir o rumo.
Exemplo
Um grupo organiza uma feira de troca de brinquedos; o animador juvenil disponibiliza a sala e ajuda quando lhe pedem.
Um degrau acima
No degrau 8, o grupo chamaria deliberadamente adultos, por exemplo para dar a conhecer a feira de troca em todo o bairro, e decidiria em conjunto com eles.
a partir daqui: o direito a ser ouvido segundo o art. 12.º da CDC
4Degrau 4: Designadas, mas informadasOs adultos atribuem o papel, as crianças percebem-no e escolhem-noEnvolvimento
São os adultos que atribuem o papel. Mas as crianças sabem do que se trata, quem decidiu e porquê; têm uma tarefa real e participam de forma voluntária.
Exemplo
Na festa de verão, as crianças mais velhas recebem os convidados e mostram-lhes o caminho. Sabem porque é que isso é importante e podiam ter dito que não.
Um degrau acima
No degrau 5, a organização perguntaria antes às crianças como deve decorrer a festa e mostrar-lhes-ia depois que ideias foram aproveitadas.
3Degrau 3: Participação simbólicaAs crianças parecem ter voz, mas não têm influênciaNão participação
As crianças parecem ter uma palavra a dizer, mas não têm influência sobre o tema nem sobre o resultado. Muitas vezes foram escolhidas pelos adultos e não falam em nome de mais ninguém.
Exemplo
Duas crianças selecionadas sentam-se na mesa de um congresso sobre prevenção e leem uma mensagem de boas-vindas que os adultos escreveram por elas.
Um degrau acima
No degrau 5, as crianças recolheriam primeiro as opiniões nas suas turmas, apresentá-las-iam na mesa e mais tarde saberiam o que delas resultou.
2Degrau 2: DecoraçãoAs crianças enfeitam um evento sem ajudar a moldá-loNão participação
As crianças estão lá para dar cor a uma ocasião: cantam, vestem as t-shirts, aparecem na fotografia. Ninguém afirma que ajudaram a organizá-la, mas também ninguém lhes explica nada.
Exemplo
Na festa do bairro, o grupo de crianças atua porque fica bonito e depois é mandado embora.
Um degrau acima
No degrau 4, o grupo teria uma função real na festa, como receber os convidados, e saberia porque é necessária.
1Degrau 1: ManipulaçãoAs crianças são usadas sem perceberem do que se trataNão participação
As crianças são usadas para causas dos adultos. Não sabem do que se trata e nunca ficam a saber o que acontece ao seu contributo.
Exemplo
As crianças pintam cartazes para uma campanha de angariação de fundos da organização, sem saberem para que serve o dinheiro.
Um degrau acima
No degrau 4, as crianças saberiam para que serve a campanha, quem a decidiu e porque são precisos os seus cartazes, e teriam liberdade para dizer que não.
Fig. 3Os oito degraus da participação segundo Hart (1992), agrupados em não participação, envolvimento e decisões partilhadas. O agrupamento em três faixas é uma ajuda de leitura desta página.
Planear uma atividade.
Pegue numa atividade que faz regularmente com crianças e percorra-a ingrediente a ingrediente. No fim, recebe a ficha de planeamento preenchida em PDF.
De que atividade se trata?
Fica no seu navegador; nada é enviado.
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A verificação semanal.
Quatro perguntas, um minuto. Fazê-las uma vez por semana mostra depressa qual o ingrediente que tem pouco espaço na prática do dia a dia.
Semana 43
Fica no seu navegador.
Regras claras fazem parte.
Oportunidades e reconhecimento não significam abdicar de regras. As crianças precisam de adultos que digam o que vale e que se mantenham firmes. Resulta bem fixar poucas regras concretas para cada atividade, lembrá-las com frequência e garantir que são cumpridas.
O que acontece quando uma regra é quebrada fica decidido de antemão e a criança sabe-o. É essa a diferença entre uma consequência e um castigo: a criança pode influenciar o desfecho. E as crianças precisam de muito mais retorno do que os adultos, também quando tudo está a correr bem.
Integrar
O seu lugar no processo CTC.
A Estratégia de Desenvolvimento Social pode ser integrada num processo CTC desde o início. Começa no próprio conselho comunitário e, através do plano de ação, chega às organizações da comunidade.
O analisa os planos pessoais dos seus membros e reúne ideias para lançar o trabalho na comunidade. Um grupo de trabalho assume essa responsabilidade e acrescenta à avaliação de recursos as respostas já existentes que promovem o desenvolvimento das crianças.
Creches, escolas, clubes e outras organizações comprometem-se no plano de ação a usar a estratégia no seu trabalho. Para cada uma delas começa assim o percurso em nove passos.
Fig. 4A Estratégia de Desenvolvimento Social nas cinco fases do Communities That Care.
Porque é que a formação não basta.
A estratégia compreende-se depressa, e é precisamente por isso que se subestima o que é preciso para a pôr em prática. A investigação sobre implementação mostra que uma boa formação, por si só, pouco muda nos comportamentos. Resulta quando cinco elos se mantêm unidos. Se faltar um, a cadeia parte-se.
Os cinco elos mantêm-se unidos. É assim que a estratégia chega à prática do dia a dia.
Nove passos numa organização.
Depois de uma organização se ter comprometido no plano de ação, um formador acompanha-a ao longo de nove passos, do primeiro contacto à revisão anual. A experiência mostra que três desses passos decidem o sucesso.
decisivo para o sucesso
1
Passo 1: Preparar o pedido
Objetivo
A organização designa uma pessoa de contacto e marca-se uma primeira reunião.
Porquê
Sem o apoio da direção, a estratégia não chega à prática do dia a dia.
2
Passo 2: Preparar a reunião
Objetivo
Reunir os materiais, informar-se sobre a organização e perceber se se trata de uma creche, de uma escola ou de um clube.
Porquê
As necessidades e as condições variam, e uma boa preparação cria confiança.
3
Passo 3: Reunir com a pessoa de contacto · decisivo para o sucesso
Objetivo
Iniciar a conversa e, com o plano de introdução, acordar papéis e responsabilidades.
Porquê
A pessoa de contacto assume a responsabilidade pela implementação. Mostrar curiosidade pela sua experiência consegue mais do que um formulário já pronto.
Enviar o plano de introdução atualizado e os materiais prometidos.
Porquê
Assim, o que foi combinado fica preto no branco.
5
Passo 5: Planear a formação
Objetivo
Preparar materiais, equipamento e distribuição dos grupos, e ensaiar a apresentação.
Porquê
Uma sessão cuidadosamente conduzida é uma das condições para uma implementação bem-sucedida.
6
Passo 6: Dar a formação · decisivo para o sucesso
Objetivo
A equipa compreende os três ingredientes, escreve um plano pessoal para uma criança e planeia em grupos como a organização vai usar a estratégia.
Porquê
É daqui que sai o próximo passo, o primeiro elo da cadeia.
7
Passo 7: Registar observações
Objetivo
Anotar o que correu bem e onde surgiram dificuldades.
Porquê
As notas melhoram a formação e alimentam as reuniões dos formadores.
8
Passo 8: Acompanhar · decisivo para o sucesso
Objetivo
Verificar com a pessoa de contacto se o plano de introdução está a ser seguido e oferecer apoio onde for preciso.
Porquê
Uma implementação bem-sucedida depende de se perguntar pelos resultados. Se o processo emperrar, é este o momento de corrigir o rumo.
9
Passo 9: A revisão anual
Objetivo
No conselho comunitário, as organizações fazem o ponto do que resultou e de onde as coisas estão paradas.
Porquê
Os bons exemplos ganham visibilidade, e isso mantém a motivação para lá do primeiro ano.
1
Passo 1: Preparar o pedido
Objetivo
A organização designa uma pessoa de contacto e marca-se uma primeira reunião.
Porquê
Sem o apoio da direção, a estratégia não chega à prática do dia a dia.
2
Passo 2: Preparar a reunião
Objetivo
Reunir os materiais, informar-se sobre a organização e perceber se se trata de uma creche, de uma escola ou de um clube.
Porquê
As necessidades e as condições variam, e uma boa preparação cria confiança.
3
Passo 3: Reunir com a pessoa de contacto · decisivo para o sucesso
Objetivo
Iniciar a conversa e, com o plano de introdução, acordar papéis e responsabilidades.
Porquê
A pessoa de contacto assume a responsabilidade pela implementação. Mostrar curiosidade pela sua experiência consegue mais do que um formulário já pronto.
Enviar o plano de introdução atualizado e os materiais prometidos.
Porquê
Assim, o que foi combinado fica preto no branco.
5
Passo 5: Planear a formação
Objetivo
Preparar materiais, equipamento e distribuição dos grupos, e ensaiar a apresentação.
Porquê
Uma sessão cuidadosamente conduzida é uma das condições para uma implementação bem-sucedida.
6
Passo 6: Dar a formação · decisivo para o sucesso
Objetivo
A equipa compreende os três ingredientes, escreve um plano pessoal para uma criança e planeia em grupos como a organização vai usar a estratégia.
Porquê
É daqui que sai o próximo passo, o primeiro elo da cadeia.
7
Passo 7: Registar observações
Objetivo
Anotar o que correu bem e onde surgiram dificuldades.
Porquê
As notas melhoram a formação e alimentam as reuniões dos formadores.
8
Passo 8: Acompanhar · decisivo para o sucesso
Objetivo
Verificar com a pessoa de contacto se o plano de introdução está a ser seguido e oferecer apoio onde for preciso.
Porquê
Uma implementação bem-sucedida depende de se perguntar pelos resultados. Se o processo emperrar, é este o momento de corrigir o rumo.
9
Passo 9: A revisão anual
Objetivo
No conselho comunitário, as organizações fazem o ponto do que resultou e de onde as coisas estão paradas.
Porquê
Os bons exemplos ganham visibilidade, e isso mantém a motivação para lá do primeiro ano.
As sessões são conduzidas por profissionais que frequentaram eles próprios uma sessão e concluíram a formação de formadores. Dão as primeiras sessões em conjunto com um formador experiente e, depois, conduzem várias sessões por ano e participam em encontros regulares de atualização.
O que mostra a evidência.
A estratégia assenta no Modelo de Desenvolvimento Social, uma das teorias mais bem testadas da investigação em prevenção. No Seattle Social Development Project, professores, pais e crianças do ensino básico receberam formação segundo este modelo; aos 21 anos, os participantes estavam claramente melhor na escola ou no trabalho e na saúde mental do que o , ao passo que as diferenças na criminalidade e no consumo de substâncias foram menores. O estudo foi controlado, mas não aleatorizado.
Para o Communities That Care no seu conjunto, o em 24 comunidades dos Estados Unidos encontrou menos comportamentos problemáticos nas comunidades CTC. Estes resultados dizem respeito ao sistema de que a estratégia faz parte, não à estratégia isolada. Quanto é que ela contribui por si só não foi estudado em separado. Também a experiência de Malmö assenta numa avaliação sem grupo de controlo.
Seattle Social Development Project: Hawkins, J. D., Kosterman, R., Catalano, R. F., Hill, K. G., & Abbott, R. D. (2005). Promoting positive adult functioning through social development intervention in childhood: Long-term effects from the Seattle Social Development Project. Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, 159(1), 25–31. doi.org/10.1001/archpedi.159.1.25Na biblioteca
Ensaio aleatorizado do CTC: Hawkins, J.D., Oesterle, S., Brown, E.C., Arthur, M.W., Abbott, R.D., Fagan, A.A., & Catalano, R.F. (2009). Results of a type 2 translational research trial to prevent adolescent drug use and delinquency: A test of Communities That Care. Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, 163(9), 789. doi.org/10.1001/archpediatrics.2009.141Na biblioteca
A estratégia na prática: Haggerty, K. P., & McCowan, K. J. (2018). Using the Social Development Strategy to Unleash the Power of Prevention. Journal of the Society for Social Work and Research, 9(4), 741–763. doi.org/10.1086/700274Na biblioteca
Escada de participação: Hart, R. A. (1992). Children's participation: From tokenism to citizenship (Innocenti Essays No. 4). UNICEF International Child Development Centre. eric.ed.gov/?id=ED359090Na biblioteca
A ideia que está na base da estratégia vem do Modelo de Desenvolvimento Social de Hawkins e Catalano. Esta página e as fichas de trabalho foram desenvolvidas de raiz pela FINDER Akademie, inspiradas nos materiais de formação que Birgitta Månsson e Sara Heide escreveram para o CTC na Suécia. Ambas integram a direção da Prevention Sverige (abre numa nova janela), o instituto sueco de ciência aplicada da prevenção.
As fichas de trabalho.
Quatro modelos para o trabalho nas organizações, para imprimir ou em PDF. A ficha de planeamento e o registo semanal também podem ser preenchidos aqui na página.
Quatro perguntas por semana, assinaladas num minuto. Ao fim de algumas semanas, percebe-se qual o ingrediente que tem pouco espaço na prática do dia a dia.
Todas as pessoas que trabalham regularmente com crianças
Também disponível como verificação semanal online
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Cartão de bolso
Estratégia de Desenvolvimento SocialA receita
1Oportunidadesocasiões para participar+
2Competênciasmostrar como se faz+
3Reconhecimentoconcreto e pessoal=
4Vinculaçãoligação ao grupo
5Padrões clarospor exemplo: Todas as pessoas têm o mesmo valor · Tratar os outros com respeito · Ajudar-nos uns aos outros · Resolver conflitos sem violência · Dar a opinião e respeitar a dos outros · Assumir responsabilidades
A vinculação cresce no dia a dia, um encontro de cada vez.
Uma vez por semanaVerificação semanal
Envolvi as crianças?
Mostrei-lhes como fazer algo para que pudessem ter sucesso?
As crianças receberam um reconhecimento concreto e pessoal?
Disse e mostrei o que é importante para nós?
Mais sobre a estratégia e todas as fichas: communities-that-care.eu
Quatro cartões por folha, com a receita na frente e a verificação semanal no verso. Imprima em frente e verso e corte pelas marcas.
Para sessões de formação e porta-cartões de identificação
Abrir a ficha
Os materiais de formação completos, incluindo o manual do formador, as apresentações e os cartazes, são entregues aos participantes na formação. Informe-se sobre formação no seu país
A Estratégia de Desenvolvimento Social é um programa de prevenção autónomo?
Não. A estratégia é uma forma de trabalhar com um padrão simples que os adultos integram naquilo que já fazem: envolver as crianças, dar-lhes as competências de que precisam e reconhecer o seu esforço. Não tem manual fixo, nem número definido de sessões, nem grupo-alvo próprio, e é também por isso que os registos de evidência não a incluem.
No processo CTC, complementa os programas que uma comunidade escolhe para os seus prioritários. Os programas atuam sobre objetivos específicos; a estratégia garante que o quotidiano nas creches, escolas, clubes e bairros puxa no mesmo sentido. O plano de ação contém ambos.
Para que idades é adequada a Estratégia de Desenvolvimento Social?
Para todas. Os três ingredientes valem tanto para a criança de quatro anos que ajuda a pôr a mesa como para o adolescente que treina os mais novos num clube desportivo. O que muda com a idade é a forma: quanta decisão uma criança consegue assumir, que competências ainda tem de aprender e que tipo de reconhecimento sente como genuíno.
Por isso, a formação costuma ser adaptada separadamente para creches e jardins de infância e para escolas. A escada de participação ajuda a avaliar que grau de envolvimento se adequa a cada faixa etária.
Quem dá formação às organizações e de que precisam elas?
As sessões são conduzidas por profissionais que receberam eles próprios a formação e concluíram a formação de formadores. Dão as primeiras sessões em conjunto com um formador experiente, depois formam regularmente e participam em encontros de atualização, para que a qualidade seja a mesma de organização para organização.
Acima de tudo, uma organização precisa de uma pessoa de contacto com o apoio da direção. Com essa pessoa, o formador usa o plano de introdução para acordar quem participa, como o trabalho se liga às rotinas existentes e quem faz o acompanhamento. Uma sessão dura normalmente duas horas e meia a três horas; a versão curta, cerca de 45 minutos.
Como pode uma comunidade saber se a estratégia está a resultar?
A curto prazo, olhando para a implementação: as organizações planeiam as suas atividades com os três ingredientes, as equipas mantêm o registo semanal, as organizações apresentam o seu balanço na revisão anual? O pode responder a estas perguntas por si.
A longo prazo, é o que o mostra. Entre outras coisas, regista se os jovens encontram oportunidades de envolvimento, e reconhecimento por isso, na família e na escola. São exatamente estes os que a estratégia pretende reforçar. As mudanças surgem ao longo de vários inquéritos, não ao fim de um ano.
Papéis, passos e marcos, da primeira conversa ao plano de ação.
Saber mais
Registo
Blueprints for Healthy Youth Development
O registo norte-americano de programas testados para crianças e jovens, gerido pelo Institute of Behavioral Science da University of Colorado Boulder. Certifica em três níveis. Promising (promissor) exige um ensaio controlado e aleatorizado ou duas avaliações quase-experimentais, com um efeito positivo consistente e sem evidência de dano. Model acrescenta um segundo ensaio de alta qualidade e pelo menos um seguimento aos doze meses ou mais após o final da intervenção. Model Plus acrescenta uma réplica realizada por investigadores fora da equipa que desenvolveu o programa. Estes são os padrões de evidência que a revisão do CTC European Network aplicou ao avaliar programas europeus para o Xchange.
Um desenho observacional: um grupo é acompanhado ao longo do tempo e só depois distinguido consoante recebeu ou não o programa; ninguém é designado. Uma coorte prospetiva inicia a observação no presente e prossegue para o futuro; uma retrospetiva percorre um conjunto de acontecimentos já terminado. Como os grupos podem diferir desde o início, o risco de fatores de confusão ocultos mantém-se mais elevado do que num ensaio aleatorizado.
O órgão de trabalho de um processo CTC: profissionais que gerem escolas, centros de juventude, serviços de apoio à família e associações, juntamente com residentes e, idealmente, os próprios jovens. O conselho lê o perfil comunitário, define prioridades e escolhe os programas. Distingue-se do grupo de líderes-chave, que fornece o mandato e os recursos. Chamado Gebietsteam na Alemanha e community board nos EUA.
A tradição do serviço social que visa capacitar residentes e instituições locais para identificarem e agirem sobre as suas próprias necessidades, em vez de lhes serem prestados serviços de fora. Os autores do CTC situam explicitamente a abordagem nesta tradição: a comunidade recolhe os seus próprios dados, define as suas próprias prioridades e é dona do seu próprio plano. Conhecida como Gemeinwesenarbeit nos países de língua alemã.
O ensaio controlado e aleatorizado que estabeleceu a evidência do CTC. Iniciado em 2003, emparelhou 24 pequenas localidades em sete estados dos EUA e designou aleatoriamente uma de cada par para o CTC, acompanhando mais de 4400 jovens desde os dez anos até à idade adulta. Os jovens das localidades CTC começaram a consumir substâncias mais tarde, mostraram menos delinquência e violência, e as diferenças mantiveram-se até aos 21 anos.
O grau de certeza de uma afirmação sobre um efeito, não a dimensão que esse efeito acaba por ter. O GRADE descreve isto como a confiança numa estimativa de efeito e classifica-a pela probabilidade de investigação futura vir a alterar essa confiança. A Grüne Liste Prävention avalia a força probatória separadamente do desenho do estudo e fá-la depender da dimensão dos grupos, do número de estudos e da existência de resultados provenientes do espaço de língua alemã.
O grupo que não recebe o programa e que, por isso, mostra como os participantes provavelmente teriam evoluído sem ele. Essa referência nunca pode ser observada, só estimada; o efeito é a diferença entre o que aconteceu e o que teria acontecido sem a medida. Sem um grupo de comparação, fica em aberto se uma mudança se deve ao programa ou à maturação, a experiências anteriores e a influências concorrentes.
Quatro níveis em vez da divisão entre eficaz e ineficaz: um programa é primeiro apenas descrito, depois fundamentado teoricamente, depois sustentado por primeiras indicações da prática e, por fim, por evidência causal. Quanto mais baixo o nível, com mais liberdade se pode escolher o desenho de avaliação; para uma afirmação causal só entram em consideração desenhos que a permitam. O esquema de avaliação da Grüne Liste Prävention segue este modelo.
Uma medida de quão grande é uma diferença, independentemente da dimensão da amostra. A habitual em prevenção é o d de Cohen: a diferença entre as médias, dividida pela dispersão. Ao contrário de um valor-p, um tamanho do efeito diz algo sobre a extensão de um efeito e torna os estudos comparáveis entre si; por isso, a Grüne Liste Prävention exige-o em estudos com grupo de controlo.
Uma medição repetida, feita depois de o programa ter terminado. Mostra se um efeito perdura ou se só era visível enquanto a medida decorria. Os padrões da Society for Prevention Research pedem pelo menos uma medição a longo prazo, a uma distância razoável do fim da intervenção, e consideram seis meses o mínimo razoável; a Grüne Liste Prävention usa o mesmo intervalo e espera que pelo menos um efeito positivo persista até lá.
O registo em linha de programas de prevenção com eficácia testada, mantido pelo Conselho de Prevenção da Criminalidade da Baixa Saxónia (Landespräventionsrat Niedersachsen), com os fatores de risco e de proteção que cada programa aborda. As comunidades CTC alemãs escolhem programas testados a partir dele na quarta fase. O registo existe apenas em alemão.
As pessoas de uma comunidade que controlam orçamentos, moldam políticas e podem comprometer a sua organização: o presidente da câmara ou o chefe da administração local, o chefe da polícia, o responsável pela administração escolar, e líderes da saúde, das empresas, das comunidades religiosas e dos media. Dão ao processo CTC o seu mandato e os seus recursos, recrutam o conselho comunitário e responsabilizam-no a ele e ao coordenador, e mantêm o trabalho em curso para além de um ciclo de financiamento. A divisão de tarefas é o ponto central: o conselho comunitário faz a análise, a definição de prioridades e o planeamento; os líderes-chave tornam esse trabalho possível e agem sobre o que ele recomenda.
Um programa está manualizado quando uma orientação de ação escrita fixa o que acontece, quando e com quem; só isso o torna repetível noutro lugar e sequer testável. O quão rigorosamente essa orientação é seguida faz parte do que decide o sucesso: uma revisão de quase 500 estudos encontrou efeitos pelo menos duas a três vezes maiores onde a implementação foi cuidadosa. A Grüne Liste Prävention exige, por isso, manuais disponíveis, formação e instrumentos de controlo da qualidade.
A combinação estatística dos resultados de vários estudos sobre a mesma questão numa única estimativa combinada; Gene Glass introduziu o termo em 1976 para a análise de um grande conjunto de resultados de estudos individuais. Cada estudo é ponderado, regra geral pela precisão com que mediu, e o resultado é reportado com um intervalo de confiança e com uma medida do quanto os estudos discordam entre si. Uma meta-análise não consegue corrigir os estudos que combina: onde a evidência primária é escassa, unilateral ou proveniente de um contexto diferente, o valor combinado herda tudo isso.
A unidade geográfica em que um processo CTC atua. Não é uma fronteira administrativa, mas a área cujos residentes partilham escolas, serviços e vida quotidiana, e cujos profissionais se conhecem entre si. Escolhê-la bem é importante: a área do inquérito aos jovens e a área de ação têm de coincidir, ou a coligação acaba por agir sobre um perfil que a área não reconhece como seu. Chamada Sozialraum em alemão.
Uma abordagem que trata a adolescência como um período de crescimento a apoiar, e não como um conjunto de problemas a prevenir, e que trabalha sobre a competência, a confiança, a ligação, o carácter e o contributo. Partilha com o CTC as suas raízes teóricas no Modelo de Desenvolvimento Social, e é na ênfase do CTC nos fatores de proteção que as duas abordagens se encontram.
A proporção de uma população que apresenta uma característica num dado momento ou num determinado período, por exemplo a proporção de jovens de quinze anos que consumiu álcool nos últimos trinta dias. A prevalência conta os casos que existem, pelo que depende tanto de quantos casos novos surgem como de quanto tempo cada um dura; a incidência conta apenas os casos novos num período. Uma medida que encurta um episódio reduz a prevalência sem alterar a incidência, razão pela qual os estudos de prevenção reportam as duas separadamente.
Uma classificação pelo grupo-alvo, não pelo momento da intervenção. As ofertas universais dirigem-se a toda uma população, sem que tenha sido estabelecido qualquer risco individual; as seletivas dirigem-se a subgrupos cujo risco está marcadamente acima da média; as indicadas dirigem-se a jovens individuais que mostram primeiros sinais que ainda não justificam um diagnóstico. O CTC atua de forma universal e seletiva.
Uma classificação pelo momento em que se intervém. A prevenção primária começa antes de uma perturbação surgir e reduz o número de casos novos; a prevenção secundária encurta percursos já iniciados, através da deteção precoce e do tratamento; a prevenção terciária reduz o prejuízo que uma perturbação deixa. Só programas de prevenção primária e secundária entram na Grüne Liste Prävention, porque é isso que corresponde à orientação do CTC.
Condições que reduzem a probabilidade de comportamento-problema e promovem um desenvolvimento saudável: vínculos fortes à família, à escola e à comunidade, padrões claros, oportunidades de contribuir, as competências para as aproveitar, e reconhecimento por o fazer. No Modelo de Desenvolvimento Social, são a matéria de que a vinculação é feita. Reforçar a proteção conta, no CTC, tanto como reduzir o risco.
Um desenho com grupo de comparação mas sem designação aleatória: quem recebe o programa decorre da prática. No terreno, esta é muitas vezes a única opção viável, mas exige precauções adicionais, como vários momentos de medição, controlo estatístico ou uma implementação faseada, porque os grupos do programa e de comparação podem diferir sistematicamente.
Um estudo em que os participantes são designados aleatoriamente para o programa ou para a condição de comparação. Como o acaso torna os grupos comparáveis, em média, uma diferença no final é mais facilmente atribuída ao programa do que a diferenças pré-existentes. Os padrões da Society for Prevention Research pedem, para uma afirmação de eficácia, pelo menos dois estudos metodologicamente rigorosos com resultados consistentemente positivos e pelo menos uma medição a longo prazo estatisticamente significativa.
Condições na família, na escola, no grupo de pares ou no bairro de um jovem que aumentam a probabilidade de comportamento-problema, como o consumo de substâncias, a violência, a delinquência ou o abandono escolar precoce. Muitas atuam sobre vários resultados ao mesmo tempo. O CTC mede-as localmente através do inquérito aos jovens e pede à comunidade que priorize as que estão mais elevadas.
A pergunta de Aaron Antonovsky sobre o que mantém as pessoas saudáveis, em oposição ao que as adoece. A sua ideia central, um sentido de coerência construído a partir da compreensibilidade, da capacidade de gestão e do significado, corresponde de perto aos fatores de proteção com que o CTC trabalha. O termo é amplamente usado na promoção da saúde europeia, e menos na literatura de prevenção norte-americana.
A teoria do desenvolvimento por trás do CTC, formulada por Richard F. Catalano e J. David Hawkins. Sustenta que os jovens se vinculam às unidades sociais, pró-sociais ou antissociais, que lhes dão oportunidades, as competências para as aproveitar e reconhecimento por o fazer, e que passam depois a adotar as normas dessas unidades. A prevenção significa, por isso, criar estas três condições na família, na escola e na comunidade. A Estratégia de Desenvolvimento Social é a sua forma prática.
Um resultado diz-se significativo quando os dados seriam suficientemente improváveis partindo do pressuposto de que não existe diferença; o limiar habitual é de cinco por cento. A American Statistical Association nota que um valor-p não mede nem a dimensão de um efeito nem a importância de um resultado, e que conclusões científicas ou políticas não deveriam depender de este ficar abaixo de um limiar.
Um pressuposto explicitado sobre como um programa funciona: que passos conduzem da medida, através de resultados intermédios, até ao objetivo pretendido, e que condições têm de se verificar ao longo do caminho. É desenvolvido antes da implementação, em conjunto com os envolvidos, e fixa o que será depois medido. Na Grüne Liste Prävention, um estudo de teoria da mudança conta como um nível de avaliação de uma estrela: testa a cadeia de efeitos pressuposta, não o efeito face a um grupo de controlo.
A questão de saber se um programa desenvolvido noutro lugar também funciona aqui. Há uma tensão entre fidelidade e adequação: uma adoção rígida falha o grupo-alvo, uma adaptação livre pode remover exatamente os ingredientes que funcionavam, e o equilíbrio só pode ser alcançado deliberadamente e de forma documentada. A Grüne Liste Prävention classifica a transferibilidade pelo número de estudos do espaço de língua alemã, em quatro graus, de comprovada a pouco clara.
O questionário estandardizado e anónimo que uma comunidade CTC aplica a alunos, regra geral entre os onze e os dezassete anos, para medir os fatores de risco e de proteção nos seus próprios bairros. As respostas são reportadas por área ou por ano de escolaridade, nunca por indivíduo ou por turma, e o perfil que produzem é o que a terceira fase transforma numa lista reduzida de prioridades. As adaptações nacionais traduzem as escalas, eliminam itens que não se aplicam e voltam a testá-las: a versão alemã foi confirmada como largamente unidimensional e válida face à violência, à delinquência, ao consumo de substâncias e aos sintomas depressivos autorreportados.