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Promoção do desenvolvimento · Na prática

A Estratégia de Desenvolvimento Social no dia a dia.

Ninguém consegue fazer tudo por uma criança, mas cada adulto com quem ela se cruza pode dar o seu contributo. A Estratégia de Desenvolvimento Social descreve o que conta: as crianças precisam de oportunidades para participar, das competências para aproveitar essas oportunidades e de reconhecimento pelo seu esforço. Esta página mostra como isso se faz no quotidiano e como uma comunidade CTC pode integrar a estratégia nas suas organizações.

Foto gerada por IA

Compreender

A receita.

As crianças adotam os valores das pessoas a quem se sentem ligadas, porque uma criança não quer pôr em risco a relação com alguém que é importante para ela. O vínculo não se impõe, mas cresce de forma fiável quando se juntam três coisas. Para que dele nasçam padrões partilhados, os adultos dizem o que é importante para eles e agem em conformidade.

  1. OportunidadesOcasiões para participar e contribuir
  2. CompetênciasA capacidade de aproveitar bem a oportunidade
  3. ReconhecimentoRetorno concreto ao esforço e ao progresso
  4. VinculaçãoLigação às pessoas que oferecem tudo isto
  5. Padrões clarosValores que o grupo partilha e vive

Por exemploTodas as pessoas têm o mesmo valorTratar os outros com respeitoAjudar-nos uns aos outrosResolver conflitos sem violênciaDar a opinião e respeitar a dos outrosAssumir responsabilidadesA que se ligam estes valores

Como são as oportunidades verdadeiras

A criança tem uma tarefa real, que faz diferença para os outros, e uma palavra a dizer nos assuntos que lhe dizem respeito. A tarefa corresponde à sua idade e maturidade.

Erro frequente: Dar oportunidades não significa que as crianças decidam tudo. Os adultos definem o enquadramento e, dentro dele, ouvem.

Como se desenvolvem competências

Antes de a criança assumir uma tarefa, alguém lhe mostra como se faz, divide-a em passos e pratica com ela. A criança descobre que é capaz.

Erro frequente: Uma tarefa sem as competências para a cumprir não é uma oportunidade, é uma armadilha. Uma criança que falha porque ninguém lhe mostrou como se faz acaba por se retrair.

Como é um bom reconhecimento

O retorno diz o que a criança fez, chega pouco depois e incide sobre o esforço, não apenas sobre o resultado. Um cumprimento, um aviso afixado na parede ou uma linha na circular aos pais também podem ser reconhecimento.

Erro frequente: Um «muito bem» genérico para todos não chega a ninguém. O reconhecimento resulta quando cada criança percebe que é dirigido a ela.

Fig. 1A receita da Estratégia de Desenvolvimento Social: três ingredientes que, juntos, criam vinculação, da qual nasce a disponibilidade para adotar padrões claros e partilhados.

Porque é que esta cadeia funciona e como foi investigada: O Modelo de Desenvolvimento Social →

A receita funciona nos dois sentidos.

Os três ingredientes não estão presos às boas intenções. Quem quer conquistar uma criança dá-lhe uma tarefa, ensina-lhe como a cumprir e reconhece-a por isso. Fazem-no os clubes desportivos e as escolas, e fá-lo também um grupo de pares em que fumar ou vapear faz parte de pertencer.

No clube desportivo

  1. Oportunidades: A rapariga de doze anos pode ajudar no treino dos mais novos.
  2. Competências: O treinador mostra-lhe como explicar um exercício.
  3. Reconhecimento: À frente da equipa, ele diz o que ela fez bem.

PadrõesEla adota as regras do clube: jogar limpo, chegar a horas, olhar pelos mais pequenos.

No grupo de pares

  1. Oportunidades: Depois das aulas, a rapariga de doze anos pode ir com os mais velhos para trás do pavilhão.
  2. Competências: Uma amiga mostra-lhe como usar um vape sem tossir.
  3. Reconhecimento: Os outros aplaudem porque ela alinha. Agora faz parte.

PadrõesEla adota as regras do grupo: vapear é normal e os adultos não precisam de saber.

O que conta, portanto, é quem fornece os ingredientes. Quanto mais adultos numa comunidade oferecerem de forma deliberada oportunidades, competências e reconhecimento, mais grupos com padrões saudáveis a criança terá a que se ligar.

Exemplos de valores partilhados.

Os nove valores aqui apresentados são exemplos, não uma lista fechada. Alguns deles não são negociáveis: a dignidade, a igualdade e a proteção contra a discriminação aplicam-se a todas as crianças por força da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, ratificada por todos os países da Europa, e contam-se entre os valores em que se funda a União Europeia (artigo 2.º do Tratado da União Europeia e Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia). Que outros valores uma comunidade ou uma organização coloca no centro é uma decisão que lhe cabe. As escolas e os serviços de juventude já têm a missão de transmitir valores: a Convenção fixa os objetivos da educação no artigo 29.º, e o Quadro de Referência das Competências para a Cultura Democrática do Conselho da Europa (RFCDC, na sigla inglesa) descreve os valores, as atitudes e as capacidades em que assenta a educação para a democracia.

  • Todas as pessoas têm o mesmo valorCDC, art. 2.ºTUE, art. 2.º
  • Ninguém fica de foraCDC, art. 2.ºTUE, art. 2.º
  • Tratar os outros com respeitoCDC, art. 29.ºRFCDC:respeito
  • Ajudar-nos uns aos outrosCDC, art. 29.ºRFCDC: civismo
  • Resolver conflitos sem violênciaCDC, art. 29.ºRFCDC:resolução de conflitos
  • Dar a opinião e respeitar a dos outrosCDC, art. 12.ºCDC, art. 13.º
  • Combinar regras comuns e cumpri-lasCDC, art. 29.ºRFCDC:valorização da democracia
  • Assumir responsabilidadesCDC, art. 29.ºRFCDC:responsabilidade
  • Cuidar da natureza e das coisasCDC, art. 29.º

As referências são pontos de ligação, não citações: nenhum artigo pede literalmente às crianças que «se ajudem umas às outras», mas cada um descreve o objetivo a que o valor serve.

Onde se situa a estratégia.

Os ordenam as intervenções pelo risco do grupo a que se dirigem. A Estratégia de Desenvolvimento Social situa-se por baixo deles: é promoção do desenvolvimento para todas as crianças, qualquer que seja o seu nível de risco.

O triângulo da prevenção com três níveis, assente numa base com a legenda promoção do desenvolvimentoPromoção do desenvolvimento
Prevenção indicada
Para pessoas que já mostram os primeiros sinais de problemas.
Prevenção seletiva
Para grupos com risco acrescido.
Prevenção universal
Para toda uma faixa etária ou toda uma escola.
Promoção do desenvolvimento
Reforça o bem-estar e o desenvolvimento de todas as crianças no dia a dia, sem estar ligada a um risco. Em saúde pública, este campo chama-se promoção da saúde. É aqui que se situa a Estratégia de Desenvolvimento Social.
Fig. 2Níveis de prevenção segundo o risco do grupo a que se dirigem e, por baixo, a promoção do desenvolvimento para todas as crianças.

A estratégia não é, portanto, um programa que substitua um programa testado e eficaz de um registo de evidência. Os programas visam os fatores de risco prioritários de uma comunidade; a estratégia garante que também o quotidiano entre os programas reforça os vínculos. O plano de ação contém ambos, lado a lado.

Aplicar

Os ingredientes no dia a dia.

A estratégia não precisa de uma nova resposta. Começa com o que já acontece: ao almoço, nos trabalhos de casa, na leitura em voz alta. Escolha uma situação e veja onde entram os três ingredientes.

Comer em conjunto

Creche, jardim de infância e ATL
  1. Oportunidades

    As crianças põem a mesa à vez, servem-se sozinhas e uma vez por semana ajudam a escolher a ementa.

  2. Competências

    Uma educadora mostra-lhes como levar uma travessa em segurança e como calcular uma porção, e pratica com as que chegaram há pouco antes de o fazerem sozinhas.

  3. Reconhecimento

    Depois da refeição, ela diz o que reparou: «Hoje lembraste-te de todos, até da Mila, que chegou atrasada.»

Planear esta situação →

Apoio ao estudo

ATL, escola, centro de juventude
  1. Oportunidades

    As crianças mais velhas explicam às mais novas uma tarefa que elas próprias já dominam bem.

  2. Competências

    A responsável pelo apoio ao estudo mostra-lhes como explicar sem dar a resposta: fazer uma pergunta, dar uma pista, esperar.

  3. Reconhecimento

    Ela toma nota de quem ajudou quem e fala nisso quando conversa com os pais.

Planear esta situação →

Dia de limpeza do bairro

Bairro, intervenção comunitária
  1. Oportunidades

    As crianças escolhem o sítio que mais as incomoda e ajudam a planear quem fica com cada troço.

  2. Competências

    Antes, aprendem a apanhar e separar o lixo em segurança e o que devem deixar onde está.

  3. Reconhecimento

    A associação de moradores afixa na entrada do prédio uma fotografia com um agradecimento e o nome das crianças que participaram.

Planear esta situação →

Primeiro cartão de leitor

Biblioteca municipal
  1. Oportunidades

    A criança preenche o formulário e escolhe sozinha o primeiro livro.

  2. Competências

    A bibliotecária mostra como pesquisar no catálogo, requisitar um livro e renovar o empréstimo.

  3. Reconhecimento

    Na visita seguinte, reconhece a criança e pergunta-lhe o que achou do livro.

Planear esta situação →

Jogos no recreio

Escola do 1.º ciclo
  1. Oportunidades

    Alunos do 4.º ano, como ajudantes de recreio, distribuem o material de jogo e dinamizam um jogo para os mais novos.

  2. Competências

    Um professor pratica com eles como explicar regras e como resolver uma discussão antes de ela crescer.

  3. Reconhecimento

    Na reunião geral da escola, a diretora apresenta os ajudantes de recreio e diz o que correu bem na semana deles.

Planear esta situação →

Ler em voz alta

Família, jardim de infância, biblioteca
  1. Oportunidades

    A criança escolhe o livro, vira as páginas e conta como a história podia continuar.

  2. Competências

    Os adultos apontam para palavras e imagens, fazem perguntas e deixam a criança ler palavras soltas.

  3. Reconhecimento

    Elogiam a criança não por estar quieta, mas pela ideia: «Eu nunca me teria lembrado disso.»

Planear esta situação →

Quanta participação há realmente?

Nem tudo o que parece participação é participação. A escada de participação de Roger Hart distingue oito degraus. Nos três primeiros, as crianças só participam no nome; a participação real começa no quarto. Escolha um degrau para ver o que significa e como seria o degrau seguinte.

  1. Degrau 8: Iniciativa infantil, decisões partilhadas com adultosAs crianças tomam a iniciativa e chamam deliberadamente os adultosDecisão partilhada

    As crianças e os jovens lançam um projeto e chamam deliberadamente os adultos para aproveitar a sua experiência e influência. As decisões são tomadas em conjunto.

    Exemplo

    Jovens querem um campo de futebol no seu bairro, convidam a junta de freguesia e negoceiam com ela a localização e as regras.

    As crianças não têm de estar sempre no topo da escada. O próprio Hart sublinha que o que conta é a possibilidade de escolha: uma atividade deve permitir a cada criança o degrau mais alto que lhe convém naquele momento.

    Ligação para este degrau
  2. Degrau 7: Iniciativa e direção das criançasAs crianças têm a ideia e concretizam-na elas mesmasDecisão partilhada

    As crianças e os jovens têm a ideia e concretizam-na eles mesmos. Os adultos apoiam sem definir o rumo.

    Exemplo

    Um grupo organiza uma feira de troca de brinquedos; o animador juvenil disponibiliza a sala e ajuda quando lhe pedem.

    Um degrau acima

    No degrau 8, o grupo chamaria deliberadamente adultos, por exemplo para dar a conhecer a feira de troca em todo o bairro, e decidiria em conjunto com eles.

    Ligação para este degrau
  3. Degrau 6: Iniciativa adulta, decisões partilhadas com criançasA ideia vem dos adultos, as decisões são tomadas em conjuntoDecisão partilhada

    Os adultos trazem a ideia; as decisões são tomadas em conjunto com as crianças e os jovens.

    Exemplo

    O centro de juventude planeia o programa de verão num grupo em que jovens e técnicos têm igual peso nas decisões.

    Um degrau acima

    No degrau 7, os jovens proporiam atividades próprias para o programa e realizá-las-iam eles mesmos, com os técnicos em segundo plano.

    Ligação para este degrau
  4. Degrau 5: Consultadas e informadasAs crianças são realmente ouvidas e sabem o que se segueEnvolvimento

    O projeto pertence aos adultos, mas as crianças são realmente consultadas, percebem o processo e ficam a saber o que acontece às suas respostas.

    Exemplo

    A escola pergunta a cada turma como deve ser renovado o recreio e explica depois que propostas vão ser concretizadas e porque é que outras não vão.

    Um degrau acima

    No degrau 6, os alunos fariam parte do grupo de planeamento e ajudariam a decidir a renovação.

    Ligação para este degrau
  5. Degrau 4: Designadas, mas informadasOs adultos atribuem o papel, as crianças percebem-no e escolhem-noEnvolvimento

    São os adultos que atribuem o papel. Mas as crianças sabem do que se trata, quem decidiu e porquê; têm uma tarefa real e participam de forma voluntária.

    Exemplo

    Na festa de verão, as crianças mais velhas recebem os convidados e mostram-lhes o caminho. Sabem porque é que isso é importante e podiam ter dito que não.

    Um degrau acima

    No degrau 5, a organização perguntaria antes às crianças como deve decorrer a festa e mostrar-lhes-ia depois que ideias foram aproveitadas.

    Ligação para este degrau
  6. Degrau 3: Participação simbólicaAs crianças parecem ter voz, mas não têm influênciaNão participação

    As crianças parecem ter uma palavra a dizer, mas não têm influência sobre o tema nem sobre o resultado. Muitas vezes foram escolhidas pelos adultos e não falam em nome de mais ninguém.

    Exemplo

    Duas crianças selecionadas sentam-se na mesa de um congresso sobre prevenção e leem uma mensagem de boas-vindas que os adultos escreveram por elas.

    Um degrau acima

    No degrau 5, as crianças recolheriam primeiro as opiniões nas suas turmas, apresentá-las-iam na mesa e mais tarde saberiam o que delas resultou.

    Ligação para este degrau
  7. Degrau 2: DecoraçãoAs crianças enfeitam um evento sem ajudar a moldá-loNão participação

    As crianças estão lá para dar cor a uma ocasião: cantam, vestem as t-shirts, aparecem na fotografia. Ninguém afirma que ajudaram a organizá-la, mas também ninguém lhes explica nada.

    Exemplo

    Na festa do bairro, o grupo de crianças atua porque fica bonito e depois é mandado embora.

    Um degrau acima

    No degrau 4, o grupo teria uma função real na festa, como receber os convidados, e saberia porque é necessária.

    Ligação para este degrau
  8. Degrau 1: ManipulaçãoAs crianças são usadas sem perceberem do que se trataNão participação

    As crianças são usadas para causas dos adultos. Não sabem do que se trata e nunca ficam a saber o que acontece ao seu contributo.

    Exemplo

    As crianças pintam cartazes para uma campanha de angariação de fundos da organização, sem saberem para que serve o dinheiro.

    Um degrau acima

    No degrau 4, as crianças saberiam para que serve a campanha, quem a decidiu e porque são precisos os seus cartazes, e teriam liberdade para dizer que não.

    Ligação para este degrau
Fig. 3Os oito degraus da participação segundo Hart (1992), agrupados em não participação, envolvimento e decisões partilhadas. O agrupamento em três faixas é uma ajuda de leitura desta página.

Planear uma atividade.

Pegue numa atividade que faz regularmente com crianças e percorra-a ingrediente a ingrediente. No fim, recebe a ficha de planeamento preenchida em PDF.

De que atividade se trata?

Começar com um exemplo como sugestão?

O exemplo não preenche nada. Aparece apenas como sugestão a cinzento nos campos.

Fica no seu navegador; nada é enviado.

A verificação semanal.

Quatro perguntas, um minuto. Fazê-las uma vez por semana mostra depressa qual o ingrediente que tem pouco espaço na prática do dia a dia.

Semana 43

Fica no seu navegador.

  1. Envolvi as crianças?
  2. Mostrei-lhes como fazer algo para que pudessem ter sucesso?
  3. As crianças receberam um reconhecimento concreto e pessoal?
  4. Disse e mostrei o que é importante para nós?

Regras claras fazem parte.

Oportunidades e reconhecimento não significam abdicar de regras. As crianças precisam de adultos que digam o que vale e que se mantenham firmes. Resulta bem fixar poucas regras concretas para cada atividade, lembrá-las com frequência e garantir que são cumpridas.

O que acontece quando uma regra é quebrada fica decidido de antemão e a criança sabe-o. É essa a diferença entre uma consequência e um castigo: a criança pode influenciar o desfecho. E as crianças precisam de muito mais retorno do que os adultos, também quando tudo está a correr bem.

Integrar

O seu lugar no processo CTC.

A Estratégia de Desenvolvimento Social pode ser integrada num processo CTC desde o início. Começa no próprio conselho comunitário e, através do plano de ação, chega às organizações da comunidade.

  1. Fase 2 · Organizar-se

    Primeira formação para o conselho comunitário

    Todos os membros aprendem os três ingredientes e escrevem um plano pessoal para uma criança com quem se cruzam regularmente.

  2. Fase 3 · Construir um perfil comunitário

    Formação de seguimento e um grupo de trabalho

    O analisa os planos pessoais dos seus membros e reúne ideias para lançar o trabalho na comunidade. Um grupo de trabalho assume essa responsabilidade e acrescenta à avaliação de recursos as respostas já existentes que promovem o desenvolvimento das crianças.

  3. Fase 4 · Criar um plano de ação

    Compromissos no plano de ação

    Creches, escolas, clubes e outras organizações comprometem-se no plano de ação a usar a estratégia no seu trabalho. Para cada uma delas começa assim o percurso em nove passos.

Fig. 4A Estratégia de Desenvolvimento Social nas cinco fases do Communities That Care.

Porque é que a formação não basta.

A estratégia compreende-se depressa, e é precisamente por isso que se subestima o que é preciso para a pôr em prática. A investigação sobre implementação mostra que uma boa formação, por si só, pouco muda nos comportamentos. Resulta quando cinco elos se mantêm unidos. Se faltar um, a cadeia parte-se.

Os cinco elos mantêm-se unidos. É assim que a estratégia chega à prática do dia a dia.

Lista de verificação para dirigentes: o que está garantido na sua organização?

Desmarque uma caixa para ver onde a cadeia se parte.

Nove passos numa organização.

Depois de uma organização se ter comprometido no plano de ação, um formador acompanha-a ao longo de nove passos, do primeiro contacto à revisão anual. A experiência mostra que três desses passos decidem o sucesso.

Passo 1: Preparar o pedido

Objetivo
A organização designa uma pessoa de contacto e marca-se uma primeira reunião.
Porquê
Sem o apoio da direção, a estratégia não chega à prática do dia a dia.

Passo 2: Preparar a reunião

Objetivo
Reunir os materiais, informar-se sobre a organização e perceber se se trata de uma creche, de uma escola ou de um clube.
Porquê
As necessidades e as condições variam, e uma boa preparação cria confiança.

Passo 3: Reunir com a pessoa de contacto · decisivo para o sucesso

Objetivo
Iniciar a conversa e, com o plano de introdução, acordar papéis e responsabilidades.
Porquê
A pessoa de contacto assume a responsabilidade pela implementação. Mostrar curiosidade pela sua experiência consegue mais do que um formulário já pronto.
Modelo: Plano de introdução →

Passo 4: Dar seguimento à reunião

Objetivo
Enviar o plano de introdução atualizado e os materiais prometidos.
Porquê
Assim, o que foi combinado fica preto no branco.

Passo 5: Planear a formação

Objetivo
Preparar materiais, equipamento e distribuição dos grupos, e ensaiar a apresentação.
Porquê
Uma sessão cuidadosamente conduzida é uma das condições para uma implementação bem-sucedida.

Passo 6: Dar a formação · decisivo para o sucesso

Objetivo
A equipa compreende os três ingredientes, escreve um plano pessoal para uma criança e planeia em grupos como a organização vai usar a estratégia.
Porquê
É daqui que sai o próximo passo, o primeiro elo da cadeia.

Passo 7: Registar observações

Objetivo
Anotar o que correu bem e onde surgiram dificuldades.
Porquê
As notas melhoram a formação e alimentam as reuniões dos formadores.

Passo 8: Acompanhar · decisivo para o sucesso

Objetivo
Verificar com a pessoa de contacto se o plano de introdução está a ser seguido e oferecer apoio onde for preciso.
Porquê
Uma implementação bem-sucedida depende de se perguntar pelos resultados. Se o processo emperrar, é este o momento de corrigir o rumo.

Passo 9: A revisão anual

Objetivo
No conselho comunitário, as organizações fazem o ponto do que resultou e de onde as coisas estão paradas.
Porquê
Os bons exemplos ganham visibilidade, e isso mantém a motivação para lá do primeiro ano.
  1. Passo 1: Preparar o pedido

    Objetivo
    A organização designa uma pessoa de contacto e marca-se uma primeira reunião.
    Porquê
    Sem o apoio da direção, a estratégia não chega à prática do dia a dia.
  2. Passo 2: Preparar a reunião

    Objetivo
    Reunir os materiais, informar-se sobre a organização e perceber se se trata de uma creche, de uma escola ou de um clube.
    Porquê
    As necessidades e as condições variam, e uma boa preparação cria confiança.
  3. Passo 3: Reunir com a pessoa de contacto · decisivo para o sucesso

    Objetivo
    Iniciar a conversa e, com o plano de introdução, acordar papéis e responsabilidades.
    Porquê
    A pessoa de contacto assume a responsabilidade pela implementação. Mostrar curiosidade pela sua experiência consegue mais do que um formulário já pronto.
    Modelo: Plano de introdução →
  4. Passo 4: Dar seguimento à reunião

    Objetivo
    Enviar o plano de introdução atualizado e os materiais prometidos.
    Porquê
    Assim, o que foi combinado fica preto no branco.
  5. Passo 5: Planear a formação

    Objetivo
    Preparar materiais, equipamento e distribuição dos grupos, e ensaiar a apresentação.
    Porquê
    Uma sessão cuidadosamente conduzida é uma das condições para uma implementação bem-sucedida.
  6. Passo 6: Dar a formação · decisivo para o sucesso

    Objetivo
    A equipa compreende os três ingredientes, escreve um plano pessoal para uma criança e planeia em grupos como a organização vai usar a estratégia.
    Porquê
    É daqui que sai o próximo passo, o primeiro elo da cadeia.
  7. Passo 7: Registar observações

    Objetivo
    Anotar o que correu bem e onde surgiram dificuldades.
    Porquê
    As notas melhoram a formação e alimentam as reuniões dos formadores.
  8. Passo 8: Acompanhar · decisivo para o sucesso

    Objetivo
    Verificar com a pessoa de contacto se o plano de introdução está a ser seguido e oferecer apoio onde for preciso.
    Porquê
    Uma implementação bem-sucedida depende de se perguntar pelos resultados. Se o processo emperrar, é este o momento de corrigir o rumo.
  9. Passo 9: A revisão anual

    Objetivo
    No conselho comunitário, as organizações fazem o ponto do que resultou e de onde as coisas estão paradas.
    Porquê
    Os bons exemplos ganham visibilidade, e isso mantém a motivação para lá do primeiro ano.

As sessões são conduzidas por profissionais que frequentaram eles próprios uma sessão e concluíram a formação de formadores. Dão as primeiras sessões em conjunto com um formador experiente e, depois, conduzem várias sessões por ano e participam em encontros regulares de atualização.

O que mostra a evidência.

A estratégia assenta no Modelo de Desenvolvimento Social, uma das teorias mais bem testadas da investigação em prevenção. No Seattle Social Development Project, professores, pais e crianças do ensino básico receberam formação segundo este modelo; aos 21 anos, os participantes estavam claramente melhor na escola ou no trabalho e na saúde mental do que o , ao passo que as diferenças na criminalidade e no consumo de substâncias foram menores. O estudo foi controlado, mas não aleatorizado.

Para o Communities That Care no seu conjunto, o em 24 comunidades dos Estados Unidos encontrou menos comportamentos problemáticos nas comunidades CTC. Estes resultados dizem respeito ao sistema de que a estratégia faz parte, não à estratégia isolada. Quanto é que ela contribui por si só não foi estudado em separado. Também a experiência de Malmö assenta numa avaliação sem grupo de controlo.

Fontes
  1. Modelo de Desenvolvimento Social: Catalano, R.F., & Hawkins, J.D. (1996). The social development model: A theory of antisocial behavior. ojp.gov/ncjrs/virtual-library/abstracts/social-development-model-theory-antisocial-behavior
  2. Seattle Social Development Project: Hawkins, J. D., Kosterman, R., Catalano, R. F., Hill, K. G., & Abbott, R. D. (2005). Promoting positive adult functioning through social development intervention in childhood: Long-term effects from the Seattle Social Development Project. Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, 159(1), 25–31. doi.org/10.1001/archpedi.159.1.25 Na biblioteca
  3. Ensaio aleatorizado do CTC: Hawkins, J.D., Oesterle, S., Brown, E.C., Arthur, M.W., Abbott, R.D., Fagan, A.A., & Catalano, R.F. (2009). Results of a type 2 translational research trial to prevent adolescent drug use and delinquency: A test of Communities That Care. Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, 163(9), 789. doi.org/10.1001/archpediatrics.2009.141 Na biblioteca
  4. A estratégia na prática: Haggerty, K. P., & McCowan, K. J. (2018). Using the Social Development Strategy to Unleash the Power of Prevention. Journal of the Society for Social Work and Research, 9(4), 741–763. doi.org/10.1086/700274 Na biblioteca
  5. Escada de participação: Hart, R. A. (1992). Children's participation: From tokenism to citizenship (Innocenti Essays No. 4). UNICEF International Child Development Centre. eric.ed.gov/?id=ED359090 Na biblioteca

A ideia que está na base da estratégia vem do Modelo de Desenvolvimento Social de Hawkins e Catalano. Esta página e as fichas de trabalho foram desenvolvidas de raiz pela FINDER Akademie, inspiradas nos materiais de formação que Birgitta Månsson e Sara Heide escreveram para o CTC na Suécia. Ambas integram a direção da Prevention Sverige (abre numa nova janela), o instituto sueco de ciência aplicada da prevenção.

As fichas de trabalho.

Quatro modelos para o trabalho nas organizações, para imprimir ou em PDF. A ficha de planeamento e o registo semanal também podem ser preenchidos aqui na página.

Todas as fichas
  • Ficha de planeamento de atividades

    Para uma atividade que faz regularmente com crianças: como as envolve, o que precisam de saber fazer e como reconhece o seu esforço?

    Profissionais de creches e jardins de infância, escolas, clubes e trabalho com jovens

    Também se preenche online

  • Plano de introdução numa organização

    Regista o que a organização quer alcançar, como decorre a formação e quem acompanha o trabalho depois. A base dos passos 3 a 8.

    Formadores e pessoas de contacto nas organizações

  • Registo semanal

    Quatro perguntas por semana, assinaladas num minuto. Ao fim de algumas semanas, percebe-se qual o ingrediente que tem pouco espaço na prática do dia a dia.

    Todas as pessoas que trabalham regularmente com crianças

    Também disponível como verificação semanal online

  • Cartão de bolso

    Quatro cartões por folha, com a receita na frente e a verificação semanal no verso. Imprima em frente e verso e corte pelas marcas.

    Para sessões de formação e porta-cartões de identificação

Os materiais de formação completos, incluindo o manual do formador, as apresentações e os cartazes, são entregues aos participantes na formação. Informe-se sobre formação no seu país

Perguntas frequentes.

Há mais perguntas sobre o CTC respondidas na página com todas as perguntas.

A Estratégia de Desenvolvimento Social é um programa de prevenção autónomo?

Não. A estratégia é uma forma de trabalhar com um padrão simples que os adultos integram naquilo que já fazem: envolver as crianças, dar-lhes as competências de que precisam e reconhecer o seu esforço. Não tem manual fixo, nem número definido de sessões, nem grupo-alvo próprio, e é também por isso que os registos de evidência não a incluem.

No processo CTC, complementa os programas que uma comunidade escolhe para os seus prioritários. Os programas atuam sobre objetivos específicos; a estratégia garante que o quotidiano nas creches, escolas, clubes e bairros puxa no mesmo sentido. O plano de ação contém ambos.

Para que idades é adequada a Estratégia de Desenvolvimento Social?

Para todas. Os três ingredientes valem tanto para a criança de quatro anos que ajuda a pôr a mesa como para o adolescente que treina os mais novos num clube desportivo. O que muda com a idade é a forma: quanta decisão uma criança consegue assumir, que competências ainda tem de aprender e que tipo de reconhecimento sente como genuíno.

Por isso, a formação costuma ser adaptada separadamente para creches e jardins de infância e para escolas. A escada de participação ajuda a avaliar que grau de envolvimento se adequa a cada faixa etária.

Quem dá formação às organizações e de que precisam elas?

As sessões são conduzidas por profissionais que receberam eles próprios a formação e concluíram a formação de formadores. Dão as primeiras sessões em conjunto com um formador experiente, depois formam regularmente e participam em encontros de atualização, para que a qualidade seja a mesma de organização para organização.

Acima de tudo, uma organização precisa de uma pessoa de contacto com o apoio da direção. Com essa pessoa, o formador usa o plano de introdução para acordar quem participa, como o trabalho se liga às rotinas existentes e quem faz o acompanhamento. Uma sessão dura normalmente duas horas e meia a três horas; a versão curta, cerca de 45 minutos.

Como pode uma comunidade saber se a estratégia está a resultar?

A curto prazo, olhando para a implementação: as organizações planeiam as suas atividades com os três ingredientes, as equipas mantêm o registo semanal, as organizações apresentam o seu balanço na revisão anual? O pode responder a estas perguntas por si.

A longo prazo, é o que o mostra. Entre outras coisas, regista se os jovens encontram oportunidades de envolvimento, e reconhecimento por isso, na família e na escola. São exatamente estes os que a estratégia pretende reforçar. As mudanças surgem ao longo de vários inquéritos, não ao fim de um ano.

Próximos passos

Continuar a ler